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Relatório de Reclamações Contra Corretoras é Entregue pelo Procon de SP

CPI das SeguradorasNos últimos 5 anos, o Procon de São Paulo recebeu e registrou mais de 6mil casos de reclamações de consumidores de diversos tipos de seguros, infelizmente em apenas 20% dos casos o órgão conseguiu chegar a um acordo entre as partes. Cerca de 80% dos consumidores foram obrigados a recorrer à justiça.

Estes dados foram entregues ao presidente da CPI das Seguradoras, deputado estadual Said Mourad na última quarta-feira (11/02/2009), pelo diretor de Atendimento e Orientação do Consumidor do Procon, Evandro Zuliani. Ele prestou esclarecimentos à CPI da Assembleia Legislativa de São Paulo junto do Promotor de Justiça e Defesa da Cidadania e de Defesa do Consumidor, José Luiz Bednarski e do vice-presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), dr. Renato Azevedo Junior.

“Eles relataram diversos problemas com as operadoras de seguros, entre os quais os mais recorrentes são de práticas abusivas”, informa o presidente da CPI, deputado Said Mourad. Segundo Said, o Procon informou ter registrado “apenas” 6.083 reclamações envolvendo seguros porque, “dependendo da ocorrência, o consumidor é orientado, na triagem do Procon, a procurar a Justiça”.

Do total de casos envolvendo seguros, 1.191 tratam-se especificamente a veículos e 872 se referem aos seguro-saúde. Daqueles envolvendo seguros de veículos, 531 foram queixas sobre contratos e 153 reclamavam que as seguradoras nas hora de pagar a indenização alegavam problemas no “perfil do assegurado”.

As 872 denúncias referentes a seguro-saúde dizem respeito, em sua maioria, a reajustes de preço por faixa etária, dificuldades para agendar consultas e reembolsos de consulta em valor menor.

Segundo José Luiz Bednarski, promotor de Justiça e Defesa da Cidadania e do Consumidor, são muitas as “práticas abusivas” cometidas pelas seguradoras. Ele exemplificou citando a variação no preço do seguro em função da área de residência do consumidor. Também questionou a exigência de que o segurado utilize apenas os serviços das redes credenciadas de socorro ou de reparos mecânicos e de funilaria.

O vice-presidente do CRM apresentou as queixas dos médicos. Renato Azevedo Junior destacou a contradição existente entre a natureza das partes envolvidas. “O profissional de saúde tem como objetivo recuperar a saúde das pessoas, enquanto as seguradoras visam aumentar seus lucros. Para ter lucro, as empresas precisam cortar custos, o que dificulta a prática da medicina”, disse Azevedo. Ele chamou a atenção para o fato de as operadoras de seguros-saúde pagarem apenas R$ 32,00 por consulta aos médicos credenciados.

“O que mais preocupa o CRM, do ponto de vista médico, é a recusa de autorização por parte das operadoras para a realização de procedimentos necessários à recuperação da saúde do paciente”, diz Said Mourad. O vice-presidente do CRM também relatou recusa de pagamentos sob a alegação de doenças preexistentes. Quanto às queixas específicas dos médicos, ele citou o descredenciamento injustificado de profissionais e a desatualização na lista de procedimentos cobertos pelos seguros-saúde, da Agência Nacional de Saúde (ANS). “Ele disse que essa lista difere da relação de procedimentos reconhecida pelas entidades médicas. E que 1.200 procedimentos não são incluídos entre os que a ANS obriga as operadoras a cobrir”, conta Said Mourad.

Fonte: ALSP


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  1. Fabiana Sanches
    7, novembro, 2009 em 02:09 | #1

    Como consumidora INDIGNADA PELO ATENDIMENTO PORTO SEGURO…. hoje estou com o carro da minha mãe na garagem com risco de explosão e não fomos atendidos pela Porto, veículo esta com vazamento de GNV e eles tentaram nos convencer que isso é acessório não pane mecânica…. MAS INTERESSANTE É QUE NA CONTRATAÇÃO DO SEGURO E VISTORIA PREVIA É INFORMADO O EQUIPAMENTO À SEGURADORA, INCLUSIVE CONSTA NO DETRAN, AFINAL O DOCUMENTO E INSPEÇÃO VEICULAR ESTÃO COMPLETAMENTE LEGALIZADOS!!!
    Não colocaram o carro nem mesmo em cima do guincho, dá para acreditar???

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